Trocar etiquetas de prateleira manualmente parece uma tarefa simples. Porém, o cenário muda quando esse trabalho envolve centenas ou milhares de produtos.
Além disso, muitas lojas alteram preços várias vezes por semana. Nesse contexto, a etiqueta eletrônica de prateleira, conhecida como ESL (Electronic Shelf Label), deixa de ser apenas uma novidade tecnológica. Ela passa a resolver um problema operacional real no varejo de médio e grande porte.
O processo manual não gera apenas trabalho adicional. Também aumenta o risco de erros.
Muitas vezes, o cliente percebe a divergência somente quando chega ao caixa. Em outros casos, uma fiscalização encontra o problema antes mesmo da equipe.
Por isso, automatizar a atualização de preços pode reduzir tanto o retrabalho quanto as inconsistências na operação.
Com a ESL, o sistema envia as alterações de preço digitalmente para as etiquetas. Dessa forma, a equipe não precisa trocar cada etiqueta manualmente sempre que ocorre uma mudança.
O problema real da etiqueta de papel no varejo
A etiqueta de papel exige várias atividades manuais sempre que a loja altera um preço.
Entre os principais problemas estão:
- Atualização manual, produto por produto;
- Risco de divergência entre o preço da prateleira e o preço do caixa;
- Tempo da equipe consumido com tarefas repetitivas;
- Demora para colocar promoções e reajustes em prática;
- Necessidade constante de conferência das etiquetas.
Isoladamente, esses problemas podem parecer pequenos. No entanto, eles ganham outra dimensão em redes com milhares de produtos e várias unidades.
Como resultado, o varejista acumula horas de retrabalho ao longo do mês. Além disso, aumenta o risco de reclamações relacionadas à divergência de preços.
Quanto maior a operação, maior tende a ser esse impacto.
Como funciona a automação de preços com ESL
A etiqueta eletrônica recebe as informações do sistema de gestão da loja por meio de uma conexão sem fio.
Quando o gestor altera o preço no sistema, a plataforma envia a mudança para a etiqueta correspondente.
Assim, a equipe elimina uma etapa manual entre a alteração do preço e sua exibição na prateleira.
Na prática, a ESL permite:
- Atualizar preços em toda a loja em poucos minutos;
- Sincronizar o preço da prateleira com o sistema;
- Programar o início e o fim de promoções;
- Reduzir o tempo gasto pela equipe na troca de etiquetas;
- Diminuir o risco de preços desatualizados no ponto de venda.
Além disso, a operação consegue aplicar uma mesma alteração a vários produtos de forma centralizada.
Consequentemente, o processo ganha velocidade e depende menos da execução manual dos funcionários.
Onde a ESL faz mais diferença
As etiquetas eletrônicas geram mais impacto em operações com muitos SKUs e alterações frequentes de preço.
Por isso, a tecnologia costuma fazer mais sentido para segmentos como:
- Supermercados;
- Farmácias;
- Lojas de conveniência;
- Redes de eletrônicos;
- Grandes operações de varejo.
Quanto maior o número de produtos, maior será o esforço para manter as etiquetas atualizadas manualmente.
Da mesma forma, redes com várias unidades precisam garantir que uma alteração de preço chegue corretamente a todas as lojas.
Por outro lado, operações menores e com pouca variação de preços podem perceber os benefícios de maneira mais gradual.
Ainda assim, a automação pode ajudar na organização e no controle da operação.
ESL x etiqueta de papel: o que muda na prática
| Critério | Etiqueta de papel | Etiqueta eletrônica (ESL) |
|---|---|---|
| Tempo de atualização | Manual, produto por produto | Automático e centralizado |
| Risco de divergência | Maior dependência de conferência manual | Menor risco com integração ao sistema |
| Impressão | Exige papel, tinta e mão de obra | Não exige impressão recorrente |
| Promoções | Exigem troca física das etiquetas | O sistema pode programar início e término |
| Escalabilidade | Aumenta o trabalho conforme a operação cresce | Permite atualizações em lote |
Portanto, a principal diferença está na forma como a informação chega até a prateleira.
Com a etiqueta de papel, um funcionário precisa executar uma etapa física depois da alteração no sistema.
Com a ESL, por outro lado, o próprio sistema envia a mudança para a etiqueta.
Dessa maneira, a operação reduz a distância entre a decisão comercial e a atualização efetiva do preço na loja.
Como avaliar se vale a pena implementar ESL
Nem toda operação precisa implementar etiquetas eletrônicas imediatamente.
Uma loja pequena, com poucos produtos e alterações pouco frequentes, pode não encontrar retorno rápido sobre o investimento.
Por outro lado, redes de médio e grande porte precisam considerar outros fatores.
Por exemplo:
- Quantos produtos mudam de preço por semana?
- Quantas horas a equipe dedica à troca de etiquetas?
- Quantas lojas precisam receber a mesma alteração?
- Com que frequência surgem divergências de preço?
- Quanto tempo uma promoção leva para chegar à prateleira?
Essas perguntas ajudam a revelar o custo real do processo atual.
Além disso, o varejista deve considerar quanto tempo seus funcionários gastam verificando e corrigindo preços.
Portanto, a análise não deve considerar apenas o custo das etiquetas eletrônicas.
Também precisa incluir mão de obra, retrabalho, erros e o tempo necessário para manter os preços atualizados.
O impacto vai além da economia de tempo
Reduzir o tempo gasto com etiquetas representa apenas uma parte do benefício.
Além disso, a automação pode melhorar a experiência de compra.
Quando o preço da prateleira corresponde ao preço do caixa, o consumidor encontra uma operação mais organizada.
Como consequência, surgem menos discussões e correções durante o pagamento.
A equipe também ganha tempo.
Em vez de dedicar parte do expediente à troca de etiquetas, os funcionários podem focar no atendimento, na organização da loja e em outras atividades importantes.
Ao mesmo tempo, a empresa reduz o risco de divergências entre o preço anunciado e o valor cobrado.
Esse ponto merece atenção porque inconsistências podem gerar reclamações e problemas para a operação.
Por isso, manter os sistemas e as etiquetas sincronizados ajuda a aumentar o controle sobre o processo.
Como a implementação costuma acontecer
A empresa não precisa instalar ESL em toda a loja de uma única vez.
Na verdade, uma estratégia eficiente consiste em começar com um projeto piloto.
O varejista pode escolher um setor com muitas alterações de preço.
Por exemplo:
- Hortifruti;
- Bebidas;
- Produtos sazonais;
- Áreas promocionais;
- Categorias com alta rotatividade.
Em seguida, a empresa acompanha os resultados do piloto.
Ela pode medir o tempo economizado, o número de atualizações realizadas e a redução das divergências.
A partir desses dados, a gestão consegue avaliar o impacto real da tecnologia.
Caso o projeto entregue bons resultados, a empresa pode ampliar a solução gradualmente para outros setores ou unidades.
Assim, a operação reduz o risco da implantação e consegue validar os ganhos antes de avançar.
Automação comercial completa, não apenas etiquetas
A etiqueta eletrônica gera ainda mais valor quando faz parte de um ecossistema integrado de automação comercial.
Nesse cenário, diferentes tecnologias trabalham com o mesmo fluxo de informações.
Por exemplo, esse ecossistema pode incluir:
- Etiquetas eletrônicas;
- Leitores de código de barras;
- Sistemas de gestão;
- Controle de estoque;
- PDV;
- Coletores de dados.
Dessa forma, a informação cadastrada no sistema acompanha o produto por diferentes etapas da operação.
Consequentemente, o varejista reduz processos paralelos e diminui a necessidade de conferências manuais.
A automação comercial da Ganzer reúne soluções para diferentes etapas da operação. Entre elas estão etiquetas eletrônicas, leitores de código de barras e tecnologias para o ponto de venda.
Assim, a empresa consegue conectar diferentes processos e reduzir tarefas que ainda dependem da execução manual da equipe.
O objetivo é simples: reduzir erros operacionais, diminuir retrabalho e tornar a rotina mais eficiente.
Reduza o retrabalho de preços na sua operação
A troca manual de etiquetas parece uma tarefa pequena.
Entretanto, quando uma empresa multiplica essa atividade por centenas de produtos, várias promoções e diferentes lojas, o impacto cresce rapidamente.
Por isso, vale medir quanto tempo sua equipe realmente dedica a esse processo.
Se a operação trabalha com muitos produtos e alterações frequentes de preço, a ESL pode reduzir etapas manuais e aumentar o controle.
Além disso, um projeto piloto permite avaliar os resultados antes de uma implementação maior.
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