A intralogística vive um dos momentos mais estratégicos da sua história. Pressionadas por custos operacionais, escassez de mão de obra, necessidade de rastreabilidade e exigência por dados em tempo real, empresas de todos os portes estão buscando tecnologias que tragam mais eficiência, previsibilidade e controle. Nesse cenário, duas soluções vêm ganhando protagonismo: robôs móveis autônomos (AMRs) e RFID.
Separadamente, cada uma dessas tecnologias já entrega ganhos expressivos. Mas quando integradas, formam uma dupla capaz de transformar completamente a gestão de estoques, movimentação interna e inventário, abrindo caminho para o conceito de inventário contínuo e automatizado.
O que são AMRs e por que eles estão substituindo processos manuais
Os AMRs (Autonomous Mobile Robots) são robôs capazes de se locomover de forma autônoma dentro de ambientes industriais e logísticos. Diferente dos AGVs tradicionais, que dependem de trilhos, fitas magnéticas ou rotas fixas, os AMRs utilizam sensores, câmeras, inteligência artificial e mapeamento do ambiente para tomar decisões em tempo real.
Na prática, isso significa que eles conseguem:
- Desviar de obstáculos.
- Adaptar rotas automaticamente.
- Interagir com pessoas e equipamentos.
- Operar 24/7 sem fadiga.
Empresas como Boston Dynamics, Locus Robotics e MiR são exemplos globais de fabricantes que já possuem soluções consolidadas em operação real.
O principal valor dos AMRs está em assumir tarefas repetitivas e operacionais, como:
- Transporte interno de materiais.
- Abastecimento de linhas.
- Separação de pedidos.
- Movimentação entre áreas do armazém.
Isso libera o time humano para atividades de maior valor estratégico, como controle, análise e tomada de decisão.
O papel do RFID na rastreabilidade e visibilidade de estoque
Se os AMRs resolvem o problema do movimento físico, o RFID (Identificação por Radiofrequência) resolve o problema da visibilidade.
Com etiquetas RFID aplicadas nos produtos, caixas, pallets ou ativos, é possível capturar informações automaticamente sem necessidade de leitura manual ou linha de visão, diferente do código de barras.
Os principais benefícios do RFID na intralogística são:
- Leitura em massa de itens.
- Atualização automática de inventário.
- Redução de erros humanos.
- Rastreabilidade em tempo real.
- Auditorias rápidas e precisas.
Fabricantes como Zebra Technologies, Impinj e Alien Technology já oferecem ecossistemas completos de leitores, antenas, tags e plataformas.
Quando AMR encontra RFID: nasce o inventário contínuo
A verdadeira revolução acontece quando AMRs e RFID são integrados.
Nesse modelo, robôs circulam de forma autônoma pelo armazém ou centro de distribuição, equipados com leitores RFID. Enquanto se deslocam, realizam leituras contínuas dos itens, atualizando o estoque em tempo real sem interromper a operação.
O conceito de inventário anual, semestral ou mensal deixa de fazer sentido. Surge o inventário contínuo, com dados sempre atualizados.
Na prática, esse modelo permite:
- Eliminar paradas para inventário físico.
- Detectar divergências automaticamente.
- Identificar perdas, extravios e rupturas.
- Aumentar a acuracidade para níveis acima de 99%.
- Tomar decisões baseadas em dados reais, não estimativas.
Empresas como Fetch Robotics e GreyOrange já operam com projetos desse tipo em centros logísticos de grande porte.
Impactos diretos na produtividade e no custo operacional
A combinação de AMRs e RFID gera impactos mensuráveis em três pilares fundamentais da intralogística:
1. Produtividade
Robôs operam sem pausas, sem fadiga e sem variação de performance. Isso garante constância operacional e maior throughput.
2. Acuracidade
A leitura automática reduz drasticamente falhas humanas, divergências de estoque e retrabalho.
3. Custo
Menos perdas, menos paradas, menos horas improdutivas e menos necessidade de inventários manuais.
Além disso, a empresa passa a ter previsibilidade. O gestor deixa de “achar” o que tem em estoque e passa a saber exatamente o que possui, onde está e em qual condição.
Onde a Ganzer entra nesse ecossistema
A Ganzer atua justamente no ponto mais crítico dessa transformação: integração entre tecnologia física, sistemas e operação real.
Mais do que fornecer equipamentos, a Ganzer entrega projetos completos de automação e AIDC, que incluem:
- Leitores RFID fixos e móveis.
- Coletores de dados industriais.
- Integração com ERPs e WMS.
- Consultoria de arquitetura.
- Implantação, suporte e manutenção.
Na prática, isso significa que empresas podem construir soluções híbridas, combinando:
- RFID para visibilidade.
- Mobilidade para operação.
- Software para inteligência.
- Serviços para sustentação.
Ou seja, não é apenas sobre robôs ou etiquetas, mas sobre engenharia de processos baseada em dados.
Casos de uso reais de AMR + RFID
Alguns cenários onde essa dupla já vem mostrando resultados expressivos:
Centros de distribuição
Robôs realizam inventário de corredores inteiros durante a madrugada, sem interromper expedições.
Indústrias
Monitoramento automático de insumos, peças e ativos de produção.
Varejo omnichannel
Controle de estoque unificado entre loja física, e-commerce e marketplace.
Saúde
Rastreabilidade de medicamentos, equipamentos e materiais hospitalares.
Em todos esses casos, o ganho não é apenas operacional. É estratégico. A empresa passa a operar com governança sobre seus próprios dados.
O futuro da intralogística é invisível (e inteligente)
O movimento mais interessante dessa transformação é que ela tende a se tornar invisível. A tecnologia desaparece da percepção do usuário final, mas passa a sustentar toda a operação.
No futuro próximo:
- Estoques se atualizam sozinhos.
- Movimentações são automáticas.
- Alertas surgem antes do problema acontecer.
- Decisões são baseadas em dados, não em planilhas.
AMRs e RFID deixam de ser “novidade” e passam a ser infraestrutura básica da logística moderna, assim como hoje são os ERPs e sistemas fiscais.
Conclusão
A revolução da intralogística não está em escolher entre robôs ou RFID. Está em integrar inteligência física com inteligência de dados.
Empresas que adotarem esse modelo mais cedo ganham:
- Escalabilidade.
- Previsibilidade.
- Controle.
- Vantagem competitiva real.
E, nesse cenário, o papel de integradores especializados como a Ganzer é fundamental: traduzir tecnologia em solução prática, viável e adaptada à realidade de cada operação.
Porque no fim das contas, a tecnologia só faz sentido quando simplifica, automatiza e gera resultado mensurável.
